Maduro, amigo de Putin e Lula, desafia os EUA e dá prazo para que petrolíferas americanas desocupem a região

Publicado por: MikeN
06/12/2023 09:01 PM
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Nicolás Maduro deu três meses às petrolíferas que operam no território ilegalmente anexado da Guiana para concluir as operações a foto é ilustrativa
Nicolás Maduro deu três meses às petrolíferas que operam no território ilegalmente anexado da Guiana para concluir as operações a foto é ilustrativa

Nicolas Maduro anunciou a parte ocidental da vizinha Guiana - Essequibo - como o 24º estado do país

 

Com informações da GLAVCOM, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a anexação da região rica em petróleo de Essequibo, localizada na parte ocidental do vizinho estado independente da Guiana. O território foi denominado Guiana-Essequibo, Caracas oficial o considera o 24º estado da Venezuela. Maduro pediu à Assembleia Nacional da Venezuela que aprovasse uma lei para proteger o território disputado. Isto foi relatado por Ultimas Noticias.

Maduro também instruiu os departamentos venezuelanos que emitem licenças para a extração de gás, petróleo e minerais a criarem seus escritórios de representação no território de Essequibo. Maduro deu às empresas petrolíferas que operam lá três meses para concluir as operações.

 

"Só no bom sentido. Com respeito pelo direito internacional, com respeito pelas leis, com respeito pela boa vizinhança”, disse o presidente venezuelano.

Recordemos que no dia 3 de dezembro foi realizado um referendo na Venezuela sobre o reconhecimento da soberania sobre o território de Essequibo, que é controlado pela Guiana. As autoridades afirmam que mais de 95% dos participantes no referendo concordaram com a adesão de Essequibo. Contudo, os peritos eleitorais e os meios de comunicação social falam de baixa participação e de falsificações. 

 

Na noite da contagem dos votos, o presidente da Comissão Eleitoral, Elvis Amoroso, declarou uma "vitória do Sim, com uma participação superior a 10,5 milhões de eleitores". Houve um total de cinco perguntas no referendo - e os especialistas presumem que Amoroso estava a falar sobre o número de votos, e a participação real foi de 2,1 milhões de eleitores. Isto é um pouco mais de 10%, por isso o referendo não ocorreu.

 

O referendo, que as autoridades venezuelanas chamaram de consultivo, foi realizado desafiando uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, que ordenou à Venezuela que se abstivesse de qualquer acção para mudar a situação na disputa territorial com a Guiana. A situação piorou a partir de 2015, quando foram descobertos campos de petróleo e gás em Essequibo.

 

Com informações da GLAVCOM

 

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